Temos duas linhas de VPS no Brasil. As duas ficam em São Paulo, as duas dão acesso root, IPv4 dedicado e proteção DDoS, e as duas rodam em KVM com painel Virtualizor. A diferença está no hardware do nó.
Este post existe para você escolher a certa — e sim, em boa parte dos casos a certa é a mais barata.
A diferença em uma tabela
| VPS-BR | VPS NVMe BR | |
|---|---|---|
| Processador | Xeon E5-2690v2 (Ivy Bridge) | Xeon E5-2680v4 (Broadwell) |
| Memória | DDR3 | DDR4 |
| Armazenamento | SSD SATA | 100% NVMe |
| IPv4 dedicado | Incluso | Incluso |
| Proteção DDoS | Sim | Sim |
| Virtualização | KVM / Virtualizor | KVM / Virtualizor |
| Localização | São Paulo | São Paulo |
| Plano de 4 vCore / 8 GB | R$ 89,99 | R$ 104,99 |
No degrau de 4 vCore e 8 GB, a diferença de preço é de R$ 15,00 por mês. A pergunta, então, é simples: esses R$ 15 compram alguma coisa que você vai usar?
Quando o VPS-BR é a escolha certa
Vamos começar por aqui, porque é o caso mais comum.
O VPS-BR resolve muito bem quando:
- Você hospeda sites, blogs ou lojas com tráfego moderado. O gargalo aqui costuma ser PHP e rede, não disco.
- O projeto é um bot, uma API pequena ou um serviço leve.
- Você roda um painel de controle com alguns sites.
- O banco de dados é pequeno e o conjunto de dados quente cabe na memória. Se cabe na RAM, o disco quase não é consultado — e o NVMe fica ocioso.
- Orçamento é a restrição principal. Pagar por hardware que você não usa não é otimização, é desperdício.
Um SSD SATA não é disco ruim. É o padrão do mercado há uma década, e entrega bem.
Quando vale pagar pela linha NVMe
O VPS NVMe BR compensa quando o seu gargalo é escrita em disco:
- Banco de dados em produção com volume real — MySQL, PostgreSQL, MongoDB. Se você já fez tuning e continua lento, o disco é o próximo suspeito.
- Aplicação que escreve muito: logs verbosos, filas persistidas, cache em disco, upload de arquivos.
- Backup que atrapalha a operação. Se o
mysqldumpda madrugada derruba o tempo de resposta enquanto roda, o problema é I/O. - Docker com várias camadas sendo construídas e reconstruídas.
- Processamento em lote — importação, ETL, geração de relatórios.
Além do disco, você leva DDR4 no lugar de DDR3 e um processador uma geração mais novo.
O teste que decide em 30 segundos
Entre na sua VPS atual e rode:
iostat -x 1 5
Olhe a coluna %util do disco durante um momento de carga normal. Se estiver batendo em 90–100%, o disco é o seu gargalo e a linha NVMe vai te dar fôlego. Se estiver em 10%, o problema é outro — e trocar de disco não vai resolver nada.
Se o iostat não estiver instalado: apt install sysstat no Debian/Ubuntu.
Outro sinal, esse dentro do MySQL: se a coluna State de SHOW PROCESSLIST vive em "Sending data" ou "Copying to tmp table" em consultas que já têm índice, é disco.
O que a linha NVMe não resolve
Para não criar expectativa errada:
- Não deixa o site mais rápido se o gargalo é PHP mal otimizado, plugin pesado ou falta de cache.
- Não reduz o ping. As duas linhas ficam em São Paulo; latência é geografia e rota, não disco.
- Não dá mais banda. Nas duas linhas o link de 1 Gbps é do nó e compartilhado entre as máquinas virtuais. Quem precisa de banda exclusiva precisa de um servidor dedicado.
- Não substitui backup. Disco rápido também falha. A cópia de segurança continua sendo sua responsabilidade — vale ler sobre backup automatizado.
Resumo honesto
Comece pelo VPS-BR se o seu projeto é um site, um bot, um painel ou uma aplicação com banco pequeno. É mais barato e resolve.
Vá para o VPS NVMe BR se você já sabe — de medição, não de palpite — que o seu gargalo é disco, ou se vai rodar banco de dados com volume desde o primeiro dia.
E se depois você precisar trocar de linha, é só abrir um ticket: fazemos a migração.