Disco é o componente que menos aparece no anúncio e mais aparece no uso. CPU e RAM levam a fama, mas quando uma aplicação trava esperando gravação, nenhuma quantidade de vCPU resolve — o gargalo está no armazenamento.
Foi esse o critério para montar o nó novo: manter o que já funciona bem na linha VPS-BR e atacar o ponto onde o SSD SATA tem limite de projeto.
O que tem na máquina
O nó entrou com a seguinte configuração:
| Componente | Especificação |
|---|---|
| Processador | 2× Intel Xeon E5-2680v4 (Broadwell) |
| Memória | 256 GB DDR4 |
| Armazenamento | 4 TB NVMe |
| Rede | Link de 1 Gbps |
| Virtualização | KVM, com painel Virtualizor |
| Localização | São Paulo, data center Ascenty |
Três mudanças em relação ao nó que roda a linha VPS-BR: o processador é de uma geração mais nova, a memória saiu de DDR3 para DDR4, e o disco deixou de ser SSD SATA para ser 100% NVMe.
Por que o NVMe muda o jogo
Um SSD comum conversa com o servidor por SATA — uma interface criada na época dos discos mecânicos, com uma fila só e profundidade limitada. O NVMe fala direto com o PCIe e trabalha com muitas filas em paralelo, cada uma bem mais profunda.
Traduzindo para o dia a dia: não é que o arquivo "copia mais rápido". É que o servidor para de formar fila quando várias coisas pedem disco ao mesmo tempo. E é exatamente isso que acontece num servidor de verdade — o banco gravando, o log escrevendo, o cron rodando backup e o visitante pedindo uma página, tudo junto.
Onde isso aparece mais:
- Banco de dados. Consulta que varre índice grande,
INSERTem lote, migração de tabela. Se você já otimizou o MySQL e ele continua lento, o gargalo provavelmente é I/O — vale ler nosso guia de tuning. - Backup e restauração. Um
mysqldumpde banco grande deixa de derrubar o tempo de resposta do site enquanto roda. - Containers. Subir uma stack Docker, construir imagem, escrever em volume — tudo passa por disco.
- Importação e processamento em lote. Aquele job que roda de madrugada e às vezes invade o horário comercial.
Se você quiser entender a diferença entre os tipos de disco com calma, temos um post só sobre isso: SSD vs HDD vs NVMe.
Onde a máquina fica
O nó está em São Paulo, num data center da Ascenty. É uma escolha de infraestrutura, não de marketing: os data centers da Ascenty em São Paulo têm certificação Tier III do Uptime Institute nas versões Design e Facility, subestação própria de energia e geração a diesel com autonomia para operar sem reabastecimento.
Ficar em São Paulo importa por um motivo bem prático: é onde estão os principais pontos de troca de tráfego do país. Servidor em São Paulo responde rápido para o Brasil inteiro — e para quem vende, latência baixa tem efeito direto na conversão.
Escrevemos um post separado explicando o que significa cada uma dessas certificações: data center Tier III na prática.
E o link de 1 Gbps?
Vale dizer com todas as letras: o link de 1 Gbps é do nó e é compartilhado entre as máquinas virtuais hospedadas nele. Em horário de pico a velocidade pode variar. Isso é o normal em qualquer VPS — quem precisa de banda exclusiva precisa de um servidor dedicado.
Preferimos falar isso antes da venda a explicar depois.
O disco sobrando é de propósito
Os planos da linha nova têm a mesma quantidade de disco dos planos VPS-BR equivalentes. Não foi falta de espaço: com 4 TB no nó e planos de 40 a 200 GB, sobra bastante. A ideia é poder vender disco adicional para quem precisar, sem apertar o nó — e sem prometer espaço que depois vira briga por I/O.
O que vem agora
A linha se chama VPS NVMe BR e está em pré-lançamento. Você já pode ver as configurações e os preços de cada plano:
E se a sua dúvida for "eu preciso mesmo dessa linha ou o VPS-BR resolve?", a resposta honesta é: depende do seu gargalo. Fizemos um comparativo lado a lado para ajudar a decidir — inclusive dizendo quando o VPS-BR é a escolha certa: VPS-BR ou VPS NVMe BR.