Antes e depois: como medir os ganhos ao migrar para um VPS NVMe BR
"O site ficou mais rápido" é uma boa sensação. Mas "o TTFB caiu pela metade e a conversão subiu" é o tipo de resultado que convence sócios, clientes e a sua própria planilha. Veja como montar o seu próprio estudo de caso de migração, com números reais.
Por que medir
- Comprovar o retorno do investimento;
- Identificar o que mais trouxe resultado (servidor, cache, banco);
- Criar uma linha de base para acompanhar o desempenho ao longo do tempo;
- Contar a história para clientes, se você for uma agência.
Passo 1: defina as métricas
Técnicas
- TTFB (tempo até o primeiro byte) das páginas principais;
- LCP, INP e CLS (Core Web Vitals);
- Tempo total de carregamento;
- Tempo de resposta do painel administrativo (muitas vezes esquecido e muito sentido pela equipe);
- Erros 5xx e indisponibilidade.
De negócio
- Taxa de conversão;
- Taxa de rejeição;
- Páginas por sessão;
- Abandono de carrinho (e-commerce).
Passo 2: colete a linha de base (antes)
Faça por pelo menos uma a duas semanas antes da migração, incluindo horários de pico.
TTFB com script simples
#!/bin/bash
# mede o TTFB de várias páginas e registra em CSV
URLS="https://seusite.com.br/ https://seusite.com.br/categoria/ https://seusite.com.br/produto/exemplo/"
for url in $URLS; do
t=$(curl -o /dev/null -s -w "%{time_starttransfer}" -H "Cache-Control: no-cache" "$url")
echo "$(date -Iseconds),$url,$t" >> ttfb.csv
done
Agende a cada 10–15 minutos a partir de um computador ou servidor no Brasil (onde está seu público).
Outras fontes
- PageSpeed Insights — registre os resultados das páginas principais;
- Search Console — relatório de Core Web Vitals (dados reais de usuários);
- Google Analytics ou similar — métricas de negócio;
- Monitor de uptime — disponibilidade e tempo de resposta.
Anote também o que não vai mudar: tema, plugins, campanhas de marketing. Mudanças simultâneas dificultam atribuir o resultado.
Passo 3: migre
Siga um roteiro seguro (temos um guia completo de migração sem downtime no blog). Registre a data e hora da virada.
Passo 4: colete o "depois"
Mantenha exatamente as mesmas medições pelo mesmo período. Compare:
- Médias e, principalmente, percentis altos (p95, p99) — eles mostram o que acontece nos piores momentos;
- Horários de pico separadamente;
- Dados de campo do Search Console (atualizam em janelas de 28 dias, então tenha paciência).
Passo 5: separe os efeitos
Se além da migração você ativou cache, trocou versão de PHP ou otimizou imagens, faça as mudanças em etapas e meça cada uma. Assim você sabe quanto veio do servidor (NVMe, localização, recursos dedicados) e quanto veio das otimizações.
Passo 6: apresente os resultados
Um bom relatório tem:
| Métrica | Antes | Depois | Variação |
|---|---|---|---|
| TTFB médio (home) | … | … | … |
| TTFB p95 (produto) | … | … | … |
| LCP (campo, mobile) | … | … | … |
| Erros 5xx/semana | … | … | … |
| Conversão | … | … | … |
Inclua gráficos de linha com o momento da migração marcado — a "quebra" na curva conta a história sozinha.
Cuidados
- Sazonalidade: compare períodos equivalentes (evite comparar Black Friday com semana comum);
- Cache: meça páginas com e sem cache;
- Amostra: poucos dados geram conclusões frágeis;
- Honestidade: registre também o que não melhorou — isso aponta o próximo gargalo.
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